Inquérito das fake news pode ser 'contribuição' para o 'mundo civilizado', diz Gilmar Mendes

Por Administrador em 31/07/2020 às 12:02:15
Ministro do STF defendeu relatoria de Alexandre de Moraes e disse investigação criou um outro ambiente no Brasil. O ministro do STF Gilmar Mendes

GloboNews

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta sexta-feira (31) que a investiga√ß√£o sobre fake news comandadas pelo ministro Alexandre de Moraes é uma "contribui√ß√£o para o mundo civilizado". Segundo Gilmar, o inquérito "criou um outro ambiente no Brasil".

O inquérito foi aberto em mar√ßo de 2019 pelo presidente do STF, Dias Toffoli. Mesmo sem provoca√ß√£o da Procuradoria Geral da República, Toffoli determinou o início da investiga√ß√£o e delegou ao ministro Alexandre de Moraes a relatoria da matéria.

Gilmar participou de uma videoconferência nesta manh√£ para discutir a "jurisdi√ß√£o Constitucional em defesa dos direitos de minorias". Ele defendeu o trabalho de Moraes.

Segundo Gilmar, o colega é a "pessoa correta e adequada no momento adequado" para comandar a investiga√ß√£o.

"Tenho a impress√£o de que, quando nós fizermos um balan√ßo desse período, certamente vamos lembrar do inquérito das fake news. Nós vimos a decis√£o do tribunal e vimos como foi preciso, importantes as delibera√ß√Ķes tomadas neste inquérito", afirmou.

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"Criamos um outro ambiente no Brasil, talvez quiçá estejamos fazendo uma contribuição, acho que não exagero, para o mundo civilizado, lidar com essa temática das fake news", acrescentou Gilmar.

No último dia 24, Moraes determinou que contas de aliados do presidente Jair Bolsonaro no Twitter fossem retiradas do ar, mas alguns dos investigados tentaram driblar a ordem do STF e mudaram, por exemplo, as configura√ß√Ķes de localiza√ß√£o para outros países e continuaram publicando mensagens.

Esta quinta (31), o ministro expediu nova determina√ß√£o para o bloqueio de contas dos apoiadores em redes sociais também no exterior. O Twitter informou que vai recorrer. Na avalia√ß√£o da rede social, a decis√£o foi "desproporcional sob a ótica do regime de liberdade de express√£o".

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Fonte: G1

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